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Subvertendo Março Mulher com Lúcia Kula (Agenda 7 - 9 Março)


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Entre 7 à 9 de Março, o Ondjango Feminista apresenta Lúcia Kula, feminista africana e doutoranda em Direitos pelo Centro de Estudos Africanos e Orientais (SOAS) - Universidade de Londres, numa série de eventos em honra do8 de Março,  Dia Internacional da Mulher.

Lúcia Kula é uma feminista africana (Angola/Holanda) doutoranda em Direito pela Escola de Estudos Africanos e Orientais (SOAS) na Universidade de Londres. A sua pesquisa faz um estudo interdisciplinar sobre o direito internacional, a violência de gênero e a economia política da migração irregular. O projeto engloba uma crítica feminista pós-colonial e um engajamento feminista africano de lei. Ela também é escritora e analista independente, com vários artigos escritos para redes internacionais como a BBC, a Oneworld.nl e o jornal The Guardian. Lúcia também leciona sobre Teoria Feminista Legal, Gênero e Conflito Armado e faz parte do centro de estudos “SOAS BorderLab” que examina os espaços e dinâmicas sociais, políticos e culturais criados pelas fronteiras e zonas fronteiriças.

No intuito de recuperar o espírito revolucionário da data, e subverter a noção despolitizada do #MarçoMulher, trazemos uma série de eventos que oferecem uma análise crítica feminista de problemáticas nas áreas de especialização da nossa convidada: migração, fronteiras, nacionalidade e teoria legal jurídica.

Saiba mais sobre cada um dos eventos abaixo. 

 

// Quarta-feira, 07 de Março

10h00 - 12h00
Mesa-Redonda: "Género, Violência e Migração Irregular"
Local: Delegação da União Europeia (evento fechado)

A migração irregular geralmente anda de mãos dadas com a deportação. A deportação em diferentes regiões é frequentemente acompanhada de violência. Nas fronteiras de Angola uma proporção significativa das pessoas deportados e sujeitas à violência são mulheres. E enquanto tanto os homens como as mulheres são submetidos à violência, a violência contra a mulher exige que tenhamos uma melhor compreensão da mobilidade e proteção. Com a mudança global no movimento entre fronteiras e na sua regularização, Angola não pode ficar de parte desta conversa Quais são os desafios da migração transfronteiriça nas regiões de conflito? Como Angola pode dar proteção às mulheres deslocadas e qual o papel desempenhado pela comunidade regional e internacional nesse assunto?

Esta será o ponto de partida para a abordagem da Lúcia Kula nesta mesa redonda, organizada em parceria com a Delegação da União Europeia em Angola (EUDEL) e o Fórum das Mulheres Jornalistas pela Igualdade de Género (FMJIG).

15h00 - 16h00
VAMOS FALAR
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Com a participação especial de Lúcia Kula, este programa vai fazer um resumo da mesa redonda sobre "Género, Violência e Migração Irregular"  focando na situação das mulheres imigrantes em Angola. 

 

// Quinta-feira, 08 de Março

18h00 - 20h00
Aula-Pública: "Fronteiras em Movimento: Deslocamento, Identidade e Apátrida" 
Local: Hotel Fórum, Travessa Ho Chi Min, rua onde fica a entrada do Kero do GIka. Estacionamento na Faculdade de Ciências Sociais (evento aberto ao público)

Onde há conflito, há sempre deslocamento, muitas vezes dentro das fronteiras. Com a história do conflito, há também uma questão de identidade e pertença. De acordo com o ACNUR, mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo têm o seu direito à nacionalidade negado. O actual clima de paz de Angola levou ao repatriamento de antigos refugiados em países vizinhos, o que trouxe à tona a problemática da nacionalidade e prova de identidade.

Num país onde muitos não foram registrados durante a guerra de longa data, e onde registros públicos muitas vezes foram destruídos, a questão da identidade, repatriamento e apátrida torna-se uma questão de maior preocupação. Quais são as abordagens actuais para combater a apátrida e a privação arbitrária da nacionalidade? Como é que Angola pode oferecer auxílio aos que retornaram e aos que ainda se encontram na diáspora? 

Esta aula pública é uma parceira do Ondjango Feminista com a a Delegação da União Europeia em Angola (EUDEL). 

Programa
18:00 - 18:30 Chegada e Recepção da Plateia
18:30 - 18:45 Abertura e Apresentação
18:45 - 19:30 Aula
19:30 - 20:00 Q&A + Encerramento

 

// Sexta-feira, 09 de Março

18h00 - 20h00
Roda de Conversa: "Feminismo e Teoria Jurídica"
Local: ADRA (evento exclusivo para membras e colaboradoras do Ondjango Feminista)

Como é que o movimento feminista angolano se beneficia de uma abordagem jurídica pluralista da lei e do direito das mulheres? Numa conversa informal e descontraída, com linguagem acessível, esta roda de conversa vai procurar analisar como o Ondjango Feminista  pode incorporar a teoria legal feminista ou jurisprudência feminista na sua agenda. A conversa servirá também como uma plataforma de troca de ideias e mapeamento de possibilidades de colaboração entre o Ondjango Feminista e a Lúcia Kula.