É lá nesse centro que, finalmente, seremos!

POR PAULA SEBASTIÃO

A feminização é o nosso palco para sair do espaço sombra, de esconde-esconde, onde nos colocaram, seja porque estamos lá numa falsa representatividade; seja porque falam de nós enquanto, simultaneamente, nos silenciam, retirando a nossa própria voz; ou, ainda, porque quando finalmente se nos solta a voz e nos é permitido falar, se corrompe o que realmente quisemos dizer sem que nos deixem gritar.

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Aline Frazão
Quando o Governo combate o pobre e não a pobreza

POR CECÍLIA QUITOMBE

Quando Angola alcançou a paz em 2002, todos gritámos e celebrámos a vitória, porque tínhamos a Guerra Civil como o inimigo do desenvolvimento. Crescemos ouvindo que o país não se desenvolvia por falta de paz. Foi então que assistimos ao calar das armas e, com isso, renovou-se a esperança de dias melhores para os homens e as mulheres de Angola. Volvidos quase 17 anos de paz, ainda nos debatemos com outras “guerras”, tais como a luta pela sobrevivência e o combate à pobreza. À medida em que os anos foram passando, o Estado foi-se tornando mais ausente na sua missão de garantir o bem estar social das famílias, inclusive nos períodos áureos da nossa economia (2006-2009). 

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Ondjango Feminista
Não questionem vítimas: questionem os agressores, questionem o patriarcado!

POR LEOPOLDINA FEKAYAMÃLE

Não são as vítimas, meninas e mulheres, que têm de ser cobradas, questionadas e postas em dúvida por causa do agressor. São os agressores que têm de ser responsabilizados. É o sistema de dominação masculina que tem de acabar e dar lugar à equidade. Questionar as vítimas é contribuir para legitimar o opressor e isto não acaba com a violência.

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Ondjango Feminista
Passo a passo, talvez, cheguemos lá.

POR PAULA SEBASTIÃO

A realidade sócio económica da comunidade LGBTIQ em Angola ainda é uma das mais desafiantes. Quaisquer políticas que abordem questões como orientação sexual e identidade de género ainda são inexistentes no país. O acesso ao emprego e à saúde, o estigma e discriminação ainda são uma luta diária para os indivíduos LGBTIQ.

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Ondjango Feminista
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

POR LEOPOLDINA FEKAYAMÃLE

Toda a jornada de activismo social em prol de uma causa, não importa qual seja, muitas vezes requer das pessoas que se propõem a passar por ela, retirar do seu tempo e espaço para dedicar atenção em largos momentos da sua vida à causa que defendem. O processo de constante consciencialização na jornada de activismo é um dos mais importantes pois, citando a feminista e filósofa Djamila Ribeiro, “ninguém pode querer legitimidade para falar sobre o que ignora e desconhece”.

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Ondjango Feminista
Parem de Matar as Mulheres

POR LEOPOLDINA FEKAYAMÃLE

Não podemos continuar a invisibilizar a violência contra as mulheres com discursos de que “toda a violência importa” ou “homens também são violentados” ou ainda “mulheres estão a se fazer de vitimas”. Mulheres têm sofrido por longos períodos de tempo por conta dessa invisibilização e justificação de que seus corpos podem ser feridos, maltratados, violentados e mortos. Tudo porque são vistas como sujeitos secundários que devem ser dominados. Chega!

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Ondjango Feminista
Sim, um lugar à mesa, por favor.

POR PAULA SEBASTIÃO

Essa vivência solidária que nos obriga a pensar nas nossas diferenças é um exercício que começa com uma análise de quem deixamos ocupar esse espaço, como ocupamos esse espaço e como nos comunicamos nele. Se no espaço feminista deixarmos entrar todxs as mulheres, se na nossa agenda incluirmos, de facto, assuntos de todxs as mulheres e se realmente dermos voz a todxs as mulheres, talvez tenhamos  hipótese de caminhar em direcção a um espaço de solidariedade real.

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Ondjango Feminista